• Rua Antonio Ricardo dos Santos, 299, Hauer, Curitiba, PR
  • (041) 99531-2501 | (41) 3081-0533
Rituais
Home \ Obi
Obi
Obi é um elemento muito importante na Umbanda, a noz de cola, é o símbolo da oração no céu. Representa os quatro pontos cardeais da terra e que tem o poder de gerar o espaço em qualquer circunstância. É dividido em quatro representando Paz, Prosperidade, Concórdia e a Terra.

Conta a lenda que Deus, enquanto rezava pela restauração da harmonia, abriu e fechou sua mão direita apanhando o ar. Em seguida abriu e fechou sua mão esquerda, novamente apanhando o ar. Após isso, Ele foi para fora, mantendo suas mãos fechadas. Suas mãos haviam apanhado no ar as orações e Ele as plantou. No dia seguinte, uma árvore havia crescido no lugar onde Deus havia plantado as orações colhidas no ar. A árvore do Obi, tornou-se o símbolo da oração no céu.

Obi d’água ou simplesmente Obi. Estes nomes referem-se à mesma obrigação, voltada a confortar uma pessoa em um caso de doença, desemprego, distúrbios nervosos, ou até mesmo para um iniciado dentro dos preceitos do axé orixá. Esta obrigação tem seu nome em referência a uma fruta africana, o obi, sem a qual nada podemos realizar para os orixás. É com ela que conversamos com nossos antepassados para sabermos qual Orixá cuidará do médium naquela ocasião.
Esta obrigação é a mais simples realizada dentro do terreiro, embora algumas pessoas achem que ela não tem maiores fundamentos junto com o orixá, trata-se de confortar o anjo da guarda da pessoa, seja consulente ou filho de santo, perante Oxalá, no intuito de pedir proteção e axé para aquele filho.

Claro que esta obrigação não cria uma obrigatoriedade do cliente com o santo, ela apenas serve como um modo de resolver de imediato uma questão. Existem aqueles que após o obi, sentem-se tão felizes que optam por entrar de forma mais profunda dentro de nossa religião.
Antigamente quando uma pessoa desejava entrar para os preceitos de uma casa, ser filho ou filha de santo naquele terreiro, os zeladores tinham por hábito realizar esta como uma primeira obrigação, para daí então estudar a pessoa, ver se ela realmente tinha amor e dedicação para com os orixás, e até mesmo para se certificarem de que era realmente sua casa e sua mão que aquele santo desejava, e não apenas uma empolgação material ou espiritual.

Para uma pessoa se iniciar, existia todo um processo de identificação dele com a casa e vice-versa. Era uma época em que a fidelidade de um iniciado era realmente levada a sério, assim como a do sacerdote com relação a seus iniciados. E o Obi, era justamente a obrigação que funcionava como uma espécie de flerte, vulgarmente comparando, evitando constrangimentos futuros.

Claro que ainda existem aqueles que prezam a fidelidade, mas são poucos nos tempos atuais. Ser um iniciado é antes de tudo sermos fiéis a mão que alimenta nosso orixá, nosso anjo da guarda, assim como ele é fiel a nosso zelador. Pertencermos a Umbanda é antes de tudo sermos humildes, desprovidos de arrogância e soberba, é seguirmos nosso destino na certeza de que um ser tão puro e iluminado se dedica a zelar por nós e nossa vida.