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Pai Oxóssi
Oxóssi na umbanda é considerado patrono da linha dos caboclos, atuando para o bem-estar físico e espiritual dos seres humanos. Oxóssi é o orixá da caça e da fartura.
Sua cor é o verde, seu dia consagrado é a quinta-feira e sua saudação é Okê Arô (Salve o grande caçador).

É caçador por excelência, mas sua busca visa o conhecimento. É o cientista e o doutrinador. O que traz o alimento da fé e o saber aos espíritos fragilizados.

Apesar de ser possível fazer preces e oferendas a Oxóssi para os mais diversas facetas da vida, pelas características de expansão e fartura desse orixá, os fiéis costumam solicitar o seu auxílio para solucionar problemas no trabalho e desemprego. Afinal, a busca pelo pão-de-cada dia, a alimentação da tribo costumeiramente cabe aos caçadores.

Por suas ligações com a floresta, pede-se a cura para determinadas doenças e, por seu perfil guerreiro, proteção espiritual e material.
O habitat de Oxóssi é a floresta, sendo simbolizado pela cor verde na umbanda. Sendo assim, roupas, guias e contas costumam ser confeccionadas nessa cor, incluindo, entre as guias e contas, no caso de Oxóssi e, também, seus caboclos, elementos que recordem a floresta, tais como penas e sementes.

Os caboclos, na umbanda, são entidades que se apresentam como indígenas. Espíritos com um alto grau espiritual de evolução.

Geralmente se utilizam de charutos, folhas, ervas diversas para provocar a descarga espiritual de seu médium e também do seu consulente. Alguns assoviam, outros bradam no ato da incorporação. Costumam ser bastante sérios nos seus conselhos. São considerados, portanto, grandes trabalhadores dos terreiros e eficientes feiticeiros do bem.

Salve nosso Pai Oxóssi! Okê Arô!

Arquétipo dos Filhos de Oxóssi

Seus filhos têm um tipo calmo, amoroso, encantador, preocupado com todos os problemas. Um grande conselheiro pelo seu gênio alegre, muito embora com forte tendência à solidão.

Incapaz de negar qualquer ajuda a alguém, sabe, como poucos, organizar o caminho para as soluções complicadas. Com respeito à sua própria organização familiar, são muito apegados as suas coisas e à sua família, à qual dedica atenção total no sentido de provê-la e encaminhá-la. Diante as dificuldades próprias é muito hesitante, mas acaba vencendo, sustentado pelo seu interior alegre e otimista. É carente. Não assume os problemas dos outros, mas fica lado a lado ajudando-os. Ama a Liberdade e a Natureza. O mato, as águas, os bichos, as estrelas, o sol e a lua, são a bússola de sua vida. Não discute a fé. Acredita e é fiel seguidor da religião que escolheu. Não é ciumento e muito menos rancoroso.

Quando atacado custa revidar. Quando o faz se torna perigoso. É, neste particular, ladino como os índios. Pisa macio, mas é certeiro. Tem um gosto refinado. Gosta das coisas boas, veste-se bem e cuidadosamente.

Os filhos de Oxóssi são talvez os mais equilibrados. Para que suas vidas melhorem, devem despertar aquele gigante que habita sua essência, o que os tornaria mais dispostos a encarar as suas próprias dificuldades.

Dia de Celebração: 20 de janeiro
Dia Consagrado: Quinta-feira
Cor: Verde
Saudação: Okê Arô (Salve o Grande Caçador)
Ponto de Força: Matas
Bebida: Cerveja Branca
Comida: Peixe de água doce com escama, moranga assada com grãos de milho e frutas da época
Ervas: Acácia jurema, xaxim, aroeira, samambaia do mato, samambaia nativa, capim limão, funcho (erva doce), goiabeira, guiné, salgueiro chorão, folha de araçá;
Flores: Anturio, samambaia, folhagens.