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Zé Pelintra - Baianos
Como disse para mim um malandro e amigo, “- Malandro mesmo é a Maestria (Deus), que nos dá a Fé como caminho, sabendo Ele, que o único caminho é a Fé...”

A real representação da Malandragem é o bom ato em prol da vitória sobre o mal, o conceito inicial da malandragem é se esquivar de influências negativas que a todos nos cerca, de forma positiva, alegre e proveitosa.

De um modo geral, os baianos são tidos como pessoas alegres e teimosas em afirmar sua identidade cultural. São “do tipo que não levam desaforo pra casa”, possuem uma capacidade de ouvir e aconselhar, conversando bastante, falando baixo e mansamente, são carinhosos e passam segurança ao consulente que tem fé.

Pertencem à chamada Linha das Almas, a mesma dos Pretos Velhos. É uma linha que traz uma mensagem de conforto, por estar mais próxima do nosso tempo. São os Espíritos responsáveis pela “esperteza” do homem em sua jornada terrena. No desenvolvimento de suas giras, os baianos trazem como mensagem a forma e o saber lidar com as adversidades de nosso dia-a-dia, com a alegria, a flexibilidade, a magia e a brincadeira sadia.

Muitos dos baianos são descendentes de escravos que trabalharam no canavial e no engenho. Os baianos têm um conhecimento muito grande das ervas e do axé. Falam com sotaque arrastado, igual ao povo que ainda mora na Bahia.
A gira de Baianos nada mais é do que a alegria de um povo que foi e é sofrido, mas que não perde a esperança por possuir uma fé inabalável e uma experiência em lidar com problemas que fazem os nossos parecerem brincadeira. Agradecem às festas que lhe são oferecidas; bebem batidas de coco e comem comidas típicas da cozinha baiana.

Como encarar a vida e seus problemas com entusiasmo e alegria? Pergunte a uma Entidade da Gira de Baianos. Sem a menor dúvida, a gira mais festiva e alegre da Umbanda.

"Boa noite pra quem é de boa noite, bom dia pra quem é de bom dia. A benção meu papai, a benção, seu Zé Pelintra é o rei da boemia."

Texto por Rodrigo Queiroz
Ditado por Zé Pelintra

Saravá a todos do lado de cá! Saravá Umbanda, o Catimbó, as Macumbas e o Candomblé! Salve aqueles que são de salve e aqueles que não o são!

De tanto que somos marginalizados por aqueles que deveriam era nos prestar reverência ou mesmo o respeito por estarmos tão próximos para o que der e vier. Nós os “malandros” do astral fomos confundidos com os marginais do além.

Para quem ainda não entendeu, os Zés da Umbanda são espíritos comuns a cada um de vocês. Humanos por natureza, errantes, com defeitos e virtudes que na bondade do Criador podemos interagir com nossos companheiros encarnados afim de na troca de experiências agregar luz e evolução na história de cada um.

Zé Pelintras, Zé Navalha, Zé da Faca e tantos “zés” formam esta corrente ou linha de trabalho que chamamos de Linha dos Malandros. Justamente pela falta de informação fomos chegando na Umbanda de “fininho” na boa malandragem pra não incomodar ninguém.

Quando “batíamos na porta” de um terreiro que nos desconhecia, se era da percepção do dirigente que devíamos manifestar na linha dos exus, assim fazíamos se pensavam que éramos baianos, tudo bem, ali estávamos. Entre acertos e erros, contradições e tradições fomos sendo aceitos, percebidos e procurados.

No entanto engana-se aquele que pensa que surgimos do nada ou para nada, não, não. Já bem antes da Umbanda estávamos lá comandando o Catimbó, muitos ainda estão, diria que esta é nossa origem, mas como afirmar a origem daquele que não é original, pois é, somos o retrato da miscigenação racial e cultural que impera em todos os cantos deste Brasil, terra de Deus!

Somos aclamados como Doutor, curador, conselheiro, defensor das mulheres e dos pobres. Por outro lado também somos rechaçados e “exterminados” na consciência de alguns que insistem em nos colocar no patamar dos “demônios” e espíritos viciados e aloprados. Ora, este que nos maldiz é aquele mesmo que nada entendeu sobre Deus e seu amor na Sua Criação! Deixe que falem, desde que fale.

O certo é que somos o retrato e a realidade da classe menos favorecida, somos a periferia, os menos favorecidos, os esquecidos, aqueles que se não é o jogo de cintura da criatividade humana, jamais persistiria vivendo, entende agora o que é nossa malandragem? Também digo que vivemos na periferia de Deus, claro, ainda temos muito que fazer para ir até o centro. E daí? Tá tudo certo camarada. Sabemos a que estamos e livre das ilusões que tanto aplaca a mente de vocês encarnados. Olha, sabe de uma coisa? É bom demais o lado de cá!

Dos Catimbós do Nordeste aos terreiros de Umbanda de todo Brasil! Isso é ascensão…

Por fim camarada, tenha em mente que estamos para ajudar a quem queira. Defendemos sim os mais pobres e sofredores, pois sabemos o que é a dor da fome e da perdição. Secaremos sempre as lágrimas daqueles que sofrem e isso basta.

Dentro do meu chapéu levo meu mistério, na fumaça de meu charuto transporto minha magia, na gargalha encanto meu povo, no meu terno branco reflito o que sou e na minha gravata vermelha quebro o mal olhado na força de Ogum!

Para aqueles que nos abrem alas, obrigado!

Nota do Médium: Salve sua força camarada! Pois é leitor, a Linha dos Malandros, como posso dizer é bem nova neste formato organizado, no entanto de forma esparsa e independente estes companheiros já se manifestam na Umbanda há muito tempo e são anteriores ao surgimento da religião. Detendo grande importância nos Catimbós e Macumbas Cariocas. São “mandingueiros” do bem e manifestam um incrível senso de humor em suas manifestações. Chamam logo atenção de todos e arrebanham facilmente pessoas ao seu convívio.

Seu arquétipo é da classe social mais sofrida e menos abastada. Retratam mesmo aqueles que viveram no morro, na marginal, na periferia. São marginalizados, no entanto não são marginais.Exemplo daquele que apesar do sofrimento e das dificuldades teve sabedoria para tirar humor da dor e driblar o baixo astral.

Defensores naturais das mulheres que sofrem com o aprisionamento machista parecem até galanteadores, mas nunca perdendo o bom senso do respeito. Estão afinados com a classe a qual formam seu arquétipo.

Mandingueiros, sabem muito bem como combater as Trevas e desmanchar feitiçarias e magias negra.

Não são só baianos, não são só nordestinos, não são rótulos, pois são o que são, um agrupamento de espíritos que tiveram a experiência de pobreza ou algo do tipo por todo esse país, que depois do desencarne e já conscientizados tiveram a oportunidade de retornarem nos cultos mediúnicos para continuar o progresso evolutivo.

SALVE SEU ZÉ PELINTRA! SALVE A MALANDRAGEM! É DA BAHIA MEU PAI!
Saudação: Salve a Malandragem, É da Bahia meu pai!
Ponto de Força: Trilhos de trem, morros, ladeiras, portos, entre outros (depende da linha de trabalho de cada baiano)
Bebida: Água de coco, cachaça, batida de coco ou até mesmo whisky
Comida: Coco, cocada, farofa com carne seca e toda típica comida baiana